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Sempre por perto

Um livro que fala sobre o amor, acima de tudo.

 \  Sempre por perto

Sempre por perto

capa sempre por perto
Editora: Ao Livro Técnico (1999) e Cortez (2006)
Ilustrações: Antonio Gil Neto (2006)

 — Eu sou sua mãe, Clara. Como eu não te entenderia? Eu te pus no mundo, esperei nove meses, amamentei. Eu te amo, filha. Pode confiar em mim.
— Ah, mãezinha! É tão difícil começar. Mas se você quer saber, vamos lá.
A essa altura a mãe já estava ficando preocupada. O que poderia ser?
— Eu tô apaixonada pela Luna, mãe. A gente se beijou outro dia e foi tão forte.
Sempre por perto é o primeiro livro da Literatura Juvenil Brasileira que aborda a homossexualidade sob o ponto de vista feminino. Foi escrito durante o ano de 1998, mas só agora começa a ser aceito nas escolas. Teve sua primeira edição em 1999, quando recebi o pedido de um editor para escrever um livro que abordasse a homossexualidade para jovens. Bem resolvido e sem preconceito, assim me foi solicitado. Na época, fiz uma imensa pesquisa com jovens e li tudo o que havia sido publicado sobre o tema. Não havia nenhum que fosse sob o ponto de vista das meninas, apenas dos meninos. Foi aí que decidi escrever essa história com a personagem central sendo uma jovem. O livro fala sobre o amor, acima de tudo.
Um dia, um jornalista me perguntou se eu não estaria incentivando os jovens a se tornarem homossexuais com meu livro. Achei a pergunta um absurdo. Respondi da seguinte maneira: por acaso alguém perguntou a Agatha Christie se ela estava incentivando seus leitores a se tornarem assassinos em potencial?, afinal ela escreveu livros de suspense, com assassinatos e investigações. Por que quando um escritor cria uma personagem homossexual, as pessoas se sentem tão amedrontadas? Ninguém se torna homossexual porque leu um livro, mas se por acaso alguém tiver coragem de se assumir após a leitura do livro é porque já trazia em si desejos e vontades. Sempre por perto fala da vida, dos sentimentos, das relações humanas e do amor. E em uma sociedade ainda tão violenta e cheia de preconceitos, vale à pena colocar esse livro na pauta das discussões, sem medo ou receio do que possa surgir. Já tive um grande debate sobre esse livro com jovens em uma escola perto de Porto Alegre. Os jovens tinham ficado muito mexidos com a história, porque o livro apresentava uma jovem comum, como eles. Assim como deve ser. O resultado desse papo? Surpreendente! E tudo porque tivemos um papo honesto, olho no olho. Sem rodeios ou falsidades.

 

Traduzido na Bulgária pela Editora Printex. Selecionado para o Acervo Básico FNLIJ/ 1999.

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